14 de setembro de 2009

Varejo


O varejo inclui todas as atividades relativas à venda de produtos ou serviços diretamente aos consumidores finais, para uso pessoal e não-comercial. Um varejista ou uma loja de varejo é qualquer empreendimento comercial cujo faturamento provenha principalmente da venda de pequenos lotes no varejo.
Qualquer organização que venda para os consumidores finais seja ela um fabricante, atacadista ou varejista está fazendo varejo. A maneira como os produtos ou serviços são vendidos (pessoalmente, pelo correio, por telefone, por máquinas de vendas ou pela lnternet) ou onde eles são vendidos (em uma loja, na rua, na casa do consumidor) não é importante.

Tipos de varejístas
Há muitos tipos de organizações de varejo, e novos formatos continuam surgindo. Há varejistas de loja, varejistas sem loja e organizações de varejo.
Os consumidores podem comprar produtos e serviços em uma grande variedade de lojas. Existem vários tipos de lojas de varejo, talvez o mais conhecidoseja a loja de departamentos.
Os tipos de lojas de varejo passam por estágios de crescimento e declínio que podem ser descritos como o ciclo de vida do varejo. Um formato de varejo surge, desfruta de um período de crescimento acelerado, atinge a maturidade e então declina. Os antigos formatos de varejo levavam muitos anos para atingir a maturidade; para formatos mais recentes, esse processo é muito mais rápido. As lojas de departamentos levaram 80 anos para atingir a maturidade, ao passo que as lojas de fábrica atingiram a maturidade em dez anos.
Uma razão para o surgimento de novos formatos de lojas que desafiam os mais antigos é apresentada na teoria da roda de varejo. Os formatos de lojas de varejo convencionais costumam ampliar seus serviços e elevar os preços para cobrir os custos decorrentes. Esses custos maiores dão oportunidade para o aparecimento de novos formatos de lojas que ofereçam preços mais baixos e menos serviços.
Novos formatos de loja surgem para atender a preferências muito diferentes de consumidores quanto a níveis de serviços e a serviços específicos. Os varejistas podem se posicionar para oferecer um dos quatro níveis de serviço apresentados a seguir:

1. Auto-serviço: o auto-serviço é a base de todas as operações de desconto. Muitos clientes se dispõem a procurar, comparar e selecionar produtos para poupar dinheiro.

2. Seleção: os próprios clientes encontram os produtos que querem comprar, embora possam pedir ajuda. Os clientes completam suas transações pagando a um vendedor pelo ítem.

3. Serviço limitado: são expostas mais mercadorias à venda, e os clientes precisam de mais informações e ajuda. As lojas também oferecem serviços (como crédito e privilégios de devolução de mercadorias).

4. Serviço completo: os vendedores estão prontos para ajudar em todas as fases do processo de procurar, comparar e selecionar. Os clientes que gostam de ser atendidos pessoalmente preferem esse tipo de loja. O alto custo de pessoal, juntamente com o maior número de produtos especializados e itens de menor movimentação e com os muitos serviços, resulta em um varejo de alto custo.

Embora a maioria (97%) das mercadorias e dos serviços seja vendida por meio de lojas, o varejo sem loja tem crescido muito mais rapidamente que o varejo de lojas, representando mais de 12 por cento de todas as compras de consumidores. Alguns observadores prevêem que metade de todas as mercadorias em geral será vendida pelo varejo sem loja na primeira década do século XXI. O varejo sem loja pode ser dividido em quatro categorias principais: venda direta, marketing direto, venda automática e serviços de compra:

1. A venda direta é uma atividade de 9 bilhões de dólares (ano 2000), com mais de 600 empresas vendendo de porta em porta ou em reuniões domiciliares. A Avon e a Electrolux são exemplos conhecidos de vendas pessoais. Os produtos da Tupperware e, até pouco tempo, da Natura eram vendidos para um grupo: um vendedor ia à casa de um anfitrião que convidava amigos, demonstrava os produtos e anotava os pedidos. A Amway foi a pioneira em sistemas de marketing multinível, em que as empresas recrutam empresários que atuam como distribuidores. Os distribuidores recebem uma porcentagem das vendas dos vendedores recrutados, assim como lucros sobre as vendas diretas a clientes.

2. O varejo de marketing direto tem raízes na mala direta e no marketing por catálogo; inclui o telemarketing, o marketing televisivo de resposta direta e as compras eletrônicas (Amazon.com, Submarino.com).

3. O varejo de venda automática é utilizado para uma variedade de mercadorias, incluindo produtos comprados por impulso, como cigarros, refrigerantes, balas, jornais e outros produtos (malhas, cosméticos, refeições prontas, papelaria e livros). As máquinas de vendas são encontradas em fábricas, escritórios, grandes lojas de varejo, postos de gasolina, hotéis, restaurantes e em muitos outros lugares. Elas oferecem vendas 24 horas, auto-serviço e mercadorias sempre frescas.

4. 0 serviço de compras é um varejo sem loja que atende a uma clientela específica — geralmente funcionários de grandes organizações — que, ao se associar a ele, tem o direito de comprar de uma lista de varejistas que oferecem descontos.

Embora muitas lojas de varejo sejam independentes, um crescente número delas é parte de uma forma de varejo corporativo. As organizações corporativas de varejo conseguem grandes economias de escala, maior poder de compra, maior reconhecimento de marca e funcionários mais treinados. Os principais tipos de varejo corporativo — redes corporativas, voluntárias, cooperativas de varejo, cooperativas de consumidores, franquias e conglomerados de comercialização.

2 comentários:

Brena Nascimento disse...

interessante mas poderia ser mais detalhado! Assim ficaria muito melhor.

Brena Nascimento disse...
Este comentário foi removido pelo autor.