27 de maio de 2015

Daniel Godri Estique seus limites, aumente seu valor

FAÇA A DIFERENÇA




Interessante como somos facilmente influenciados pelas pessoas e meios de comunicações não é verdade?

Hoje o assunto é crise, crise no governo, crise nas empresas, crise de relacionamentos, etc.

O pior de tudo são as derrotas que criamos internamente e que nos faz definhar diante de tais situações.

Seria tão difícil reinventar a vida diante da contaminação da “crise”?

Meus amigos, a pior derrota é continuar fazendo as mesmas coisas, da mesma forma. Vivemos de conceitos antigos, conceitos do passado onde por algum motivo ou eu ou você em alguma área de nossas vidas fomos derrotados, talvez pela perda de um emprego por um motivo fútil ou quem sabe por um amor que não deu certo.

Na roda gigante da vida precisamos reinventar nossos passos, temos que ser criativos ao ponto de e ir além das “crises”.

Viver uma vida sem encanto resulta em fazer as mesmas coisas da mesma forma de sempre, da forma que aprendemos. Precisamos buscar nossas respostas e sonhos em lugares diferentes, buscando algo novo em lugares que ninguém nunca buscou, isso é fazer diferente.

Será que continuaremos fazendo as mesmas coisas como sempre fizemos, como um filme repetido que muitas vezes não cansamos de assistir?

Será que um amor frustrado lhe trouxe tanta magoa que você não consegue evoluir e acreditar em outra pessoa? Onde existem tão boas pessoas que podem lhe trazer tamanho amor e afeto?

Será que você não consegue tirar o fardo pesado que te deixou inseguro pela perda de um emprego e evoluir para algo melhor?

Hoje, você mais vivido e experiente você pode fazer diferente, costumo dizer que viver é arriscar sempre, é se jogar diante de uma nova situação e acreditar que vai dar certo.

É claro que sem atitude nada vai pra frente, é como alguém que fica a vida toda esperando o perdão, mas não tem atitude de perdoar ou se perdoar.

Você esta disposto a reinventar sua vida e fazer diferente?

Use sua maturidade, acredite em suas convicções, tudo pode dar certo!

Precisamos parar de ficar colocando desculpas em nossas ações ou falta delas. Isso nos remete que não vale a pena ser feliz, quanto o mais importante na vida é ser de fato feliz.

É hora de ser feliz, não devemos ficar buscando justificativa pelo que deu errado ou pela ausência de sucesso, ou pelos problemas que não resolvemos e nem se quer buscamos ajuda para resolvê-los.

Até quando ficaremos reféns da “crise” ou de nossas “explicações” por nossas derrotas?

É mais importante ser feliz ou ficar buscando explicações pela ausência da felicidade?

Responda você mesmo às perguntas, você tem a resposta, temos uma vida toda pela frente, uma vida de felicidade e plenitude!



Acredite em Deus, Acredite em Você e Faça a Diferença!

Deus abençoe e um forte abraço!

André Morais.

22 de março de 2014

O que é PDCA?


O PDCA é a sigla em inglês das palavras: Plan, Do, Check e Act que traduzidas significam: planejamento, execução, verificação e ação. O ciclo também é conhecido como ciclo de Shewhart, da qualidade ou de Deming.

O principal objetivo desse ciclo é favorecer a utilização de uma metodologia que ajude a diagnosticar, analisar e resolver problemas organizacionais.


Esse método vem ganhando forças com as diferentes organizações, pois é simples de ser utilizado e tem um resultado eficiente, conduzindo a ações sistemáticas que garantem o crescimento das organizações.

O sistema, que nasceu para ser aplicado aos sistemas de qualidade, passou a ser utilizado para o planejamento eficaz da gestão de conhecimento, em qualquer segmento ou instituição.

Sua utilização é ampla e baseia-se nos conceitos de administração que devem servir de exemplos na administração dos objetivos, onde uma sequencia de atividades é estruturada dentro dos 4 módulos do PDCA.

A ferramenta pode ser utilizada por qualquer organização, favorecendo o desenvolvimento de melhores resultados e também para a melhoria dos processos.

O ciclo PDCA surgiu na década de 1930, nos Laboratórios da Bell Laboratories, nos EUA, e foi elaborado pelo estatístico Walter A. Shewhart, que definiu essa ferramenta como um ciclo de processos que pode ser aplicado a qualquer processo ou problema.

Como funciona o PDCA

Os profissionais que querem organizar e controlar processos, em qualquer área, podem utilizar o ciclo PDCA.

Para que a aplicação do PDCA tenha eficiência, todos os envolvidos precisam entender o conceito do processo: 


  •  Plan: Nesse estágio é feita a identificação do problema e, em seguida, uma análise do fenômeno, do processo e o plano de ação. O estabelecimento de uma meta é importante, além de estratificar os dados e possibilitar o brainstorming, para troca de ideias. 
  • Do: O plano deve ser executado nessa etapa. 

  • Check: O plano precisa de verificação e acompanhamento. É comum que sejam utilizados nessa fase diagramas de causa e efeito, como o Diagrama de Ishikawa. 

  •  Act: Em seguida, é necessário padronizar e concluir o plano. Ao concluir, crie relatórios para conseguir acompanhar as modificações alcançadas. 
O PDCA é uma ferramenta que pode trazer melhores resultados quando estamos desenvolvendo uma gestão estratégica, pois ajuda no desenrolar dos problemas do cotidiano, trazendo soluções e proporcionando o uso eficiente de recursos.

3 de março de 2012

A Mala Direta sobreviverá?



Ao longo das últimas décadas, a Mala Direta ganhou status de mídia eficaz no Brasil. Graças aos seus atributos diferenciados de comunicação, bem explorados por uma geração de profissionais com forte qualificação criativa e técnica. A profissionalização do e-mail marketing, entretanto, como novo player da comunicação direta, incorporou benefícios, até então exclusivos da mala direta: segmentação, personalização e sequenciamento. Além disto, o e-mail marketing a superou em termos de velocidade, mensurabilidade e custo.
 
Do ponto de vista da estratégia de comunicação, a mala direta continua a ser a mídia poderosa para abrir o diálogo com os clientes ou para estabelecer o primeiro contato de venda com os prospects. Além da sua comunicação ter maior poder residual, importantíssimo na visão de longo prazo para a construção e manutenção da imagem de uma marca. Todavia, o orçamento total de uma campanha de e-mail marketing é invariavelmente menor do que da mala direta. 
 
Pode se argumentar que esta visão é limitada. O que interessa é a relação custo benefício. Isto é, quanto cada R$1,00 investido em uma campanha, via e-mail marketing ou via mala direta, gera em termos de retorno financeiro, seja em vendas, seja em retenção de clientes, seja em venda cruzada, seja em relação ao objetivo de marketing que se tiver. 
 
Durante muitos anos, fui Presidente do Júri do Prêmio ABEMD, a principal premiação da área. A minha constatação é que no Brasil, via de regra, não se mensura o retorno de uma campanha de mala direta com o rigor necessário para a sua correta avaliação. Especialmente, quando a campanha gera leads para a força de vendas. Acrescente-se a clara dificuldade enfrentada pelas empresas em avaliar o seu resultado, quando a campanha envolve outras mídias. 
 
Estas dificuldades ocorrem, muitas vezes, pela ausência de uma plataforma confiável de CRM.  Resultado: há uma tendência majoritária de basear a decisão em selecionar a mala direta ou o e-mail marketing em função do orçamento da campanha. Isto é, pelo custo de atingir o target e não pelo retorno financeiro proporcionado pelo target atingido. Consequência, há uma sensível redução do uso da mala direta no mercado nacional.   
 
Lá fora, nos principais fóruns globais de comunicação, a mala direta continua a ser incentivada como ocorre no Festival de Cannes, na American Marketing Association e por outras instituições. Exemplo de esforço pelo seu uso é dos Correios Americanos, a USPS, que mantém esforço permanente em difundir os benefícios e as técnicas da mala direta em um país no qual esta mídia atingiu a sua plenitude. Na Alemanha, o Deutsche Post, líder mundial de serviços postais, se destaca por ser um grande facilitador do uso da mala direta. E, assim se observa em outros países.
 
Agora, o que se constata no Brasil?  
A dificuldade de se recomendar o uso da mala direta, agravada pelo que se viu nos últimos meses. A perda de inúmeras campanhas tragadas pelas greves dos Correios, levando seus anunciantes a perdas financeiras reais. Recentemente, subjugada pela pressão de sindicatos, a empresa de Correios se viu obrigada a interromper parte significativa dos serviços postais por um mês. 
 
Imagine, por absurdo, se as emissoras de televisão entrassem em greve por 30dias. O que aconteceria com o mercado anunciante? O mínimo seria a perda de credibilidade na mídia televisa. O sentimento não difere em relação à mala direta. A diferença é que não se trata de um fato episódico, mas a dura realidade de uma greve que se tornou rotina ano após ano. 
 
A frustração ao se constatar que a instituição “mais admirada do país” se tornou “massa de manobra”. Então nos deparamos com restrições preocupantes ao uso da mala direta no Brasil: perda da confiabilidade no seu principal fornecedor, falta de cultura de mensuração e visão de curto prazo na seleção da mídia de comunicação direta.
 
A visão de mídia hegemônica não tem consistência histórica
Durante a forte expansão do mercado televiso brasileiro no final da década de 1960 e início da década de 1970, muitos arautos previram o domínio total da televisão e o desaparecimento do rádio como mídia. Estas previsões apocalípticas se repetiram com a explosão da Internet, quando se decretou o fim da mídia impressa. Basta analisar os recentes relatórios de análise de mídia, como o Projeto Inter Meios da conceituada revista Meio&Mensagem, para se concluir que a participação da mídia impressa continua crescendo no bolo publicitário nacional.
 
Assim, a visão de mídia hegemônica não tem consistência histórica. Isto significa que deverá haver espaço para a mala-direta, independente da expansão da utilização do e-mail marketing. O que estará em jogo será o tamanho do espaço a ser ocupado pela mala-direta, que dependerá, entre outros fatores, de:
 
1. Evolução do mercado para assegurar a maturidade técnica na seleção das mídias diretas.
 
2. Maior rigor dos gestores de Marketing na avaliação dos resultados das campanhas, expandindo a visão para todo o pipeline De marketing. Do disparo da primeira peça de comunicação, da reação do target, da avaliação de cada mídia ao resultado final. 
 
3. A difusão do uso de ferramentas de CRM, contendo as funcionalidades cada vez mais poderosas do gestor de campanhas.
 
4. Uso intenso da automação de marketing para simplificar e facilitar o seqüenciamento das peças de mala direta e de e-mail marketing, especialmente, nas ações vinculadas às réguas de relacionamento. 
 
5. Formatos inovadores aumentando a capacidade de incitamento do target à leitura e ao desejo de conhecer o conteúdo da mala direta.
 
6. Novos conteúdos cada vez mais integrados à comunicação online com elevada pertinência ao perfil do target.
 
7. A melhoria contínua da qualidade e da gestão de banco de dados, permitindo maior eficácia para a mala direta.
 
8. Maior aprofundamento na metodologia e nas técnicas de mensuração de resultados, nos cursos de formação de profissionais de marketing e comunicação.
 
9. Aperfeiçoamento das premiações de marketing direto para oferecer maior destaque às campanhas de mala direta e às integradas ao e-mail marketing.
 
10. O resgate dos Correios, como a empresa de excelência da gestão pública      brasileira e, livre do seu uso para fins políticos.
 
Por:  Eduardo Souza Aranha
 
* Eduardo Souza Aranha é graduado em Administração de Empresas pela FGV e cursou Economia e Ciências Sociais na Harvard University - USA. É Diretor Executivo da Souza Aranha Marketing de Relacionamento & CRM e membro da Academia Brasileira de Marketing.

Os livros de marketing mais vendidos em 2011

Marketing 3.0 – as forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano, de Philip Kotler, é o livro mais lido do ano. 

Norte-americano Philip Kotler é, pelo quarto ano consecutivo, o autor da obra mais vendida do segmento, aparecendo na lista também com outros quatro livros Rio de Janeiro - Entra ano e sai ano, mudam as tendências, os cenários, os mercados e os consumidores, mas Philip Kotler continua como o principal formador de opinião em marketing. 

O norte-americano é, pelo quarto ano consecutivo, o autor da obra mais vendida do segmento. "Marketing 3.0 – as forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano" é o livro mais lido do ano de acordo com o Top 10 de Livros mais vendidos de marketing em 2011. 

Há, no entanto, uma novidade no levantamento realizado pelo Mundo do Marketing anualmente a partir dos relatórios de vendas das livrarias e e-commerce da Saraiva, Siciliano, Fnac, Submarino, Cultura e Laselva deste ano. Kotler continua soberano, mas não com o clássico Administração de Marketing, desta vez, o segundo livro mais vendido do ano. Esta é apenas a segunda das cinco obras de Kotler no Top 10 de 2011.

As outras são Princípios de Marketing, em sétimo lugar, Marketing para o Século XXI, em oitavo, e Marketing de A a Z , em décimo. A lista deste ano mantém o número de cinco brasileiros entre os mais vendidos autores de Marketing. Quatro deles falam sobre o mercado digital.

Fonte: Revista Exame.

Comercial interessante

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28 de fevereiro de 2012

*Ganância ou Ambição: O que os vitoriosos deveriam buscar!*


Uma das coisas necessárias ao empreendedorismo é a capacidade de pensar grande.   E pensar grande é algo diretamente associado a alguém que possui uma virtude: a ambição. Pessoas que optam em se contentar com o que tem, aqui falo, obviamente, no sentido negativo, tendem a se estagnar na escalada rumo a uma vida melhor e ao crescimento.  A ambição é uma virtude que nos tira do comodismo que nos faz sermos melhores, buscar mais e irmos além. Graças à ambição do homem muitas melhorias foram feitas, coisas descobertas e recordes batidos. 

Porém uma ambição desmedida pode tornar-se um grande defeito que é o defeito da ganância.
A ganância coloca o dinheiro em um lugar que não lhe é próprio. O dinheiro passa a ser o fim último da vida, dos relacionamentos e pessoas gananciosas começam a fazer literalmente tudo, a despeito do como, para enriquecer. 

Daí vemos coisas lamentáveis desde maus tratos as pessoas, falta de integridade para atingir objetivos e o medo absurdo e doentio de perder dinheiro.  Obviamente ninguém gosta de perder dinheiro mas aqui refiro-me à pessoas que adoecem por uma multa de trânsito, pelos poucos reais perdidos e por picuinhas.

A ganância gera uma tal dependência do dinheiro que começa a impedir outra virtude necessária ao empreendedorismo: a capacidade de assumir riscos calculados.

O ganancioso é tão preso ao dinheiro que somente a possibilidade de um fracasso o impede de apostar. E por não apostar pensando em perder deixa muitas vezes de ganhar.
Tanto os ambiciosos e gananciosos querem crescer. O que os diferencia é a forma de fazê-lo e a dor diante das perdas.

Os primeiros são senhores do dinheiro, os segundos seus escravos.

Os primeiros querem crescer com pessoas e para ajudar pessoas. Os segundos querem tudo para si e seu foco é única e exclusivamente o seu próprio eu.

Uma maneira de deixar a ganância pela ambição é ajudar a outros atingirem também seus objetivos, pagar salários justos e ajudar instituições de caridade. Em resumo: doar financeiramente e doar-se também aos outros.

Preste atenção se a sua boa ambição em alguns momentos não está se tornando uma triste ganância.

Sucesso e Felicidade! 

Por: Daniel Godri Jr.

"Nem Deus salva" - Prof Marins

28 de janeiro de 2012

Dias melhores

Onde estão nossos heróis?

Onde estão nossos “heróis”? Quem nós admiramos? É moda, o ato de
escutar inúmeros elogios dados a algum artista que por ventura venha a
falecer. Depois do “turn off” da vida, aqueles que percorrem os corredores dos
meios de comunicação e das colunas sociais se tornam pessoas diferenciadas
e capazes de deixar um legado intenso. Quanta transmutação!

Eu queria aprender como se faz para enxergar um “herói” nato. Um
“herói” que surge sem a necessidade de maquiagem ou de bajulação pautada
na dualidade: ser narcísico (herói artificial) e seguidores com padrão adulador.

Onde encontrar um “herói” que não seja um artista global ou um cantor de rock
ou um integrante de qualquer grupo de pagode ou um cantor sertanejo ou um
jogador de futebol? Um “herói” cuja construção de vida não é cantar, atuar ou
fazer gols. Onde eles estão? Falo de “heróis” em que a dignidade e o
humanismo prevaleçam. Talvez, eles até existam, mas não dão pontos
elevados de audiência ou como se fala numa gíria popular, não dão “IBOPE”.

Talvez, eles estejam em cantos longínquos e esquecidos por todos ou quem
sabe pertinho de você e ninguém notou, pois os olhos estão vidrados na tela da
TV para admirar quem não deve ser admirado. Talvez, estes verdadeiros
“heróis” lutem sozinhos na busca de um bem maior. Isto lá é importante! É
melhor mostrar alguns Obamas e Justin Biebers. O show business deve
prevalecer a todo custo. Que louco! Os “heróis” estão aparecendo na “dança
dos famosos”, no “Big Brother”, nas “novelas melosas” e nos “eventos
esportivos”. É muito sofrimento ter que acreditar que muitos acreditam nestes
supostos “heróis”. Desculpem o trocadilho, mas é isto mesmo. Seria uma
anencefalia social?!

Quando Henry Miller pontua “que o verdadeiro líder (herói) não tem a
necessidade de liderar, pois ele se contenta em apontar o caminho”, nós
podemos compreender um pouco melhor a correta percepção sobre liderança e
heroísmo. Olhe ao redor, mas não muito distante. Está aí, pertinho de você.

Olhe o seu pai e a sua mãe no quarto ao lado ou na lembrança da casa que
você chegou a morar junto deles. Se eles não estiverem vivos, não tem
problemas. Feche os olhos. Você conseguirá vê-los como se eles estivessem
ao seu lado sorrindo para você. Sinta o cheiro deles. Sinta o olhar deles.

Escute a voz ora suave ora truculenta deles. Perceba que a truculência poderia
representar proteção, preocupação e amor. Retorne a infância. Eles estão te
empurrando no balanço. Aquele mesmo que você adorava ir e que só fazia
sentido se eles fossem. Aproveite para mergulhar mais e mais nas suas
lembranças e note como eles ficavam desesperados na sua primeira febre, no
seu primeiro ferimento que sangrou e na primeira vez que chorou agudamente
em face de uma decepção. Recorde, como eles te abraçavam. Como eles te
beijavam. Como eles te cheiravam. Lembre mais um pouco, pois você
visualizará, novamente, a lágrima correndo na face deles sempre que você
estava entristecido. Por eles, seria possível extirpar a sua dor e introduzir
automaticamente neles. Assim não doeria nada em você. Se você se esforçar,
vai lembrar que tentavam de tudo e fomentavam o que podia na tentativa de
você alcançar seus sonhos. Agite um pouquinho seu hipocampo e reviva as
discussões. Muitas delas, mesmo que você se sentisse incomodado, estavam
contaminadas de boa vontade. Aproveite este momento onírico e veja como
eles estavam contigo na adolescência, inclusive superavam a sua
impulsividade e irritabilidade “hormonalmente” poderosa. Certamente, eles
vibravam com sua aprovação em vestibulares ou com o fim de outros ciclos.

Eles se angustiavam com as suas decepções amorosas e vibravam quando
você descobriu o seu verdadeiro amor. No quarto deles, eles pensavam em
você. Eles sentiam a sua ausência. Eles se atormentavam com sua angústia.

Lá no fundo do baú da sua mente, você poderá enxergar “broncas” e atitudes
mais coercitivas no intuito de alertar sobre suas escolhas e caminhos. Não tem
problemas, pois o baú mental do lado está repleto de amor, paixão, admiração,
devoção e satisfação de ter tido você e convivido contigo. Uma das
recordações mais intensas é quando você saiu de casa. Não sei se para morar
na rua ao lado ou em outra cidade ou em outro estado ou em outro país, porém
é nítido e parece que você ver a cena ao vivo agora. Lembra, ambos aos
prantos disseram com o coração em pedaços – “boa sorte e seja bem feliz meu
filho (a)”. Os cabelos deles foram embranquecendo ou ficando mais mirrados,
todavia o mesmo sorriso esteve, sempre, estampado no rosto deles ao te ver.

Lembra do sorriso deles no parque junto de você no “balancinho” que você
amava, pois bem é o mesmo sorriso e com a mesma comoção, embora
modificado pela redução do colágeno da pele. Agora, por certo, eles adoram
ver os netinhos num ciclo repetido, mas com algumas diferenças. O almoço do
domingo é mais cheio e barulhento, no entanto muito gostoso. Eu não sei em
que estágio, leitor, você está agora, mas não tem problemas, pois, se você
ainda não vivenciou ainda todas estas fases, vivenciará. Eu garanto! E se seu
pai ou sua mãe já não estão neste plano, reitero para não se martirizar, haja
vista, que as lembranças os manterão sempre muito vivos. Lembre que o
mestre Rubem Alves nos regozija ao dizer que “a saudade é a nossa alma
dizendo para onde ela quer voltar”.

Pois bem, os verdadeiros heróis são eles, ou seja, seu pai e sua mãe.

Eles, sim, fizeram tudo sem a necessidade de receber ou a necessidade de ser
dito que fizeram. Eles fizeram e para alguns ainda fazem somente pelo impulso
motriz do amor. Amor este que aparece de forma sincera e sem desejos
revoltos. Seus heróis são eles. Grandes heróis! Não é possível dimensionar a
grandeza das batalhas travadas cotidianamente por eles, somente, para te
proteger. Somente para te ver crescer e viver da forma mais feliz possível.

Termino como muitas salvas de tudo do que é de bom neste mundo para os
nossos heróis.


Por: Dr. Régis Eric Maia Barros
Médico Psiquiatra
psiquiatria@regisbarros.com.br