19 de setembro de 2010

Planejando o Marketing à Luz da Estratégia



Planejar, definir uma estratégia, estruturar seu encadeamento lógico, direcionando esforços e alocando recursos (humanos e financeiros) para que se possam aferir os resultados esperados nos mercados em que se atua constituem o exercício estratégico mais relevante para todas as empresas que querem garantir sua competitividade e perpetuação ao longo do tempo. O Planejamento é uma ferramenta que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, estruturando processos e organizando ações com o objetivo de alcançar um objetivo estabelecido. Podemos definir a estratégia como sendo o exercício de como os recursos disponíveis serão, otimamente, alocados para se atingir determinado objetivo. O planejamento estratégico corporativo relaciona-se aos objetivos de longo prazo e às estratégias e ações engendradas para alcançá-los. Em linhas gerais a estratégia corporativa tem como seu escopo de atuação a criação de um plano de geração de valor futuro para a empresa e seus diversos stakeholders, principalmente os acionistas. No que se refere à criação de valor futuro, torna-se fundamental construir, com bastante rigor, as definições de elementos estratégicos como visão/missão/valores, competências essenciais, fatores críticos de sucesso, cenários delineados, mapas estratégicos (ex. BSC – Balanced Score Card), posicionamento da empresa em seu(s) mercado(s), proposta de valor e diferenciais perante os concorrentes, assim como a definição de objetivos, metas e as projeções de resultados associadas. Sob a ótica de geração de valor para os acionistas, a maximização de receitas com a otimização do consumo de recursos, custos, despesas e investimentos, é exercício imprescindível.Uma das principais funções do planejamento estratégico é, portanto, a criação de vantagens competitivas sustentáveis, modelando as bases para que a empresa se perpetue em seu ambiente de negócios, gerando lucros para seus acionistas e interagindo de forma ótima com seus agentes de relacionamento e com toda sua cadeia de valor (ecossistema).A estratégia é o caminho que a empresa deverá seguir para obter o sucesso no(s) mercado(s) em que atua, considerando-se sua relação transacional ideal entre seus públicos-alvo e suas marcas, produtos e/ou serviços.Para que a empresa obtenha os resultados almejados, a função Marketing desempenha papel fundamental neste ciclo corporativo e sua missão é caracterizada pela orquestração dos processos que envolvem a criação, contextualização, comunicação e entrega desse valor único pertencente à empresa para os clientes e demais públicos de interação, administrando as ações de posicionamento/branding, relacionamento e comunicação a fim de convergir esforços para a consecução dos objetivos e metas pré-estabelecidas. Para tal, a disciplina marketing atua realizando análises externas de mercados e suas características essenciais; análise de públicos (clientes, prospects, suspects, etc), análise de concorrência, análises internas sobre produtos, serviços, marcas, canais, etc; análises competitivas comparativas, alinhamento de objetivos estratégicos e posicionamento competitivo, dentre outros, assim como é responsável por apresentar o plano de ação para o(s) mercado(s) e público(s) selecionados, definindo mix ideal de segmentos, produtos, mensagens, canais e ações de marketing, comunicação, relacionamento e promoção. Portanto, pode-se perceber a complementaridade de funções que envolvem a estratégia - o planejamento estratégico de fato - e o marketing e conclui-se, claramente, que seu processo de planejamento não pode ser dissociado. Enquanto o planejamento estratégico provê o direcionamento a ser seguido pela corporação, o marketing tangibiliza e aplica suas ferramentas para a conquista, satisfação, retenção e fidelização do ativo maior – os clientes, que por sua vez proverão os recursos financeiros necessários para a sobrevivência da empresa.
* Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting Corp., é atualmente CEO da consultoria DOM Strategy Partners, presidente do Instituto Titãs do Conhecimento e co-manager da InVentures Participações. Especialista em Estratégia Competitiva, Marketing e Gestão, é co-autor do livro “Ativos Intangíveis - O Real Valor das Empresas“, publicado pela Ed. Campus Elsevier.

Por Daniel Domeneghetti*

14 de setembro de 2010

Marketing Político e Marketing Eleitoral, qual a diferença?

É, esta chegando as eleições. Todo mundo comentandou sobre a Copa do Mundo, mas não devemos nos esquecer que também é ano de eleição e com isso começam as corridas estratégicas de alianças políticas, melhores formas de comunicação, transmissão de ideias, ideologias e principalmente ações de marketing.
Este post e para dar uma simples explicação das diferenças entre Marketing Político e Marketing Eleitoral, já que muitas vezes os termos são confundidos e a maioria das pessoas não sabe diferenciá-los.
Primeiramente, utiliza-se o termo Marketing Eleitoral e Marketing Político para caracterizar toda a atividade de promoção e divulgação política.

O Marketing Político é utilizado nas gestões políticas ou públicas para garantir a eficiência do uso das ferramentas adequadas para a comunicação com a população e clientes internos, preservando ou requalificando a imagem do homem público, garantindo assim a correta avaliação popular das ações sociais e facilitando o processo de reeleição ou eleição futura a outros cargos.
O objetivo do Marketing Político é transmitir as ideias, ideologias, atividades políticas e trabalho desenvolvido pelos agentes políticos.

Algumas ações que podem ser tomadas no Marketing Político são:

Assessorias de Marketing Político em gabinetes parlamentares;
Assessoria de Comunicação Social e da aplicação do Marketing Político em Governos e Prefeituras;
Assessoria para vereadores, deputados estaduais e federais, senadores, governadores e prefeitos em Comunicação Pública e Marketing Político;
Pesquisas quantitativas e qualitativas para acompanhamento da opinião pública;
Análise de fatos políticos na administração;
Marketing e Propaganda para ações parlamentares ou governamentais e montagem da estratégia de comunicação para maximizar esta ação, entre outros.

Já o Marketing Eleitoral representa o que é mais eficiente em termos de campanha eleitoral. É inconcebível a realização de qualquer ação eleitoral que queira ser transparente e qualificada, que não passe atualmente pelo estudo e técnicas do Marketing Eleitoral.
Ferramenta mundialmente utilizada em processos eletivos, em várias ocasiões demonstrou sua eficiência (aqui caberia um exemplo). Demonstrou em várias ocasiões sua eficiência. Mas se utilizado por amadores, pode levar o candidato a erros graves que prejudicam ou até levam a derrotas campanhas com chances de vitória.

Algumas ações que podem ser tomadas no Marketing Eleitoral são:

Análise do momento eleitoral para o candidato;
Coordenação e acompanhamento da campanha eleitoral;
Pesquisas quantitativas e qualitativas;
Treinamento da equipe do candidato para enfrentar a campanha eleitoral;
Avaliação da criação gráfica;
Gerenciamento administrativo da campanha;
Horário eleitoral de rádio e TV;
Treinamento para equipes de panfletagem;
Treinamento para equipes de rua;
Preparação para debates;
Produção de jingles;
Produção de eventos;
Criação publicitária, entre outros.

Resumindo, os dois conceitos são complementares e não vivem um sem o outro, mas não devem ser confundidos.

Dica de leitura


O novo modelo de marketing - Marketing 3.0 - trata os clientes não como meros clientes, mas como os seres complexos e multifacetados. Estes, por sua vez, estão escolhendo produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades de participação, criatividade, comunidade e idealismo. Neste livro, Philip Kotler, o mais influente pensador da área de marketing de todos os tempos, mostra porque o futuro do marketing está em criar produtos, serviços e empresas que inspirem, incluam e reflitam os valores de seus consumidores-alvo. Ele também explica o futuro do marketing e porque a maioria de seus profissionais está presa ao passado.
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Ganchos:
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Philip Kotler é o mais conceituado pensador da área de marketing da atualidade. Seu pensamento, assim como seus livros, tem sido referência isolada e tem servido como referencial na área.
O prefácio do autor à edição brasileira.

6 de setembro de 2010

COMERCIAIS MICHELIN









5 de setembro de 2010

Marketing Viral em Redes sociais


Campanhas de marketing viral e relacionamento com público-alvo em redes sociais e sites de comunidades

Através da utilização de produtos e serviços de marketing digital da Web 2.0, as empresas podem difundir marcas e conceitos de maneira inteligente e financeiramente muito mais viável que a publicidade tradicional.

Com os novos conceitos da comunicação online e do marketing em redes sociais e sites comunitários é mais fácil atingir públicos com interesse potencial em determinados assuntos (informações, produtos e serviços), com economia de tempo, dinheiro e esforço.

Não há mais razão para se investir tanto em formatos publicitários que atingem um grande número de pessoas que não estão interessadas naquilo que é o objeto principal da ação. É nesses ambientes colaborativos que surgiram com a Web 2.0 onde as pessoas se "reúnem" em torno de determinados temas e interesses, que os anunciantes podem atingir as pessoas certas, consumidores potenciais que estão de fato buscando aquilo que eles estão oferecendo.

O marketing e a publicidade viral referem-se a técnicas de marketing que são desenvolvidas através de sites como o Orkut, Twitter, YouTube, Facebook, MySpace, blogs e também em sites de relacionamento específicos de cada segmento, com objetivo de produzir ganhos na promoção da imagem do anunciante e fixação da marca. As pessoas usuárias dessas redes, com o compartilhamento de conteúdos de interesse mútuo, acabam por se tornar o veículo que transmite a mensagem de marketing. A comunicação através de comunidades, redes sociais ou blogs, proporciona maior aproximação com usuários de interesses semelhantes que interagem entre si e formam grupos que compattilharm experiências e opiniões.


4 de setembro de 2010

A FORÇA DO EXEMPLO



O exemplo é um forte elemento na educação das crianças. A família , os professores, os personagens das histórias a eles narradas e até mesmo os apresentadores dos programas infantis de televisão têm enorme responsabilidade sobre seus gestos e atitudes, cujas características são cuidadosamente apreendidas pelos pequenos. As crianças são como esponjas. Se colocadas em água suja, absorverão água suja. Quando colocadas em água limpa, absorverão água limpa. As crianças tendem a repetir aquilo que os adultos fazem. Muitas histórias servem de pretexto para que reflitamos sobre nossas atitudes diante de nossos filhos, alunos, pequenos aprendizes. É o caso desta pequena mensagem, cujo autor é desconhecido:

A tigela de madeira

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia reunida à mesa. Mas as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.

O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - “Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho. - “Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.”

Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.

Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.

O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio

Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:

- “O que você está fazendo?”
O menino respondeu docemente:
- “Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer”.

O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.

Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.

Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.