22 de fevereiro de 2010

Marteking – a Arte em função do seu Negócio

Gestão e Arte: dois temas que me atraem, e há tempos venho refletindo sobre como unir estes dois conceitos fundamentais na expansão do ser humano em busca da sabedoria. Gestão é o conjunto de ações que conduzem um sistema a alcançar um resultado.

Um sistema, por sua vez, é um conjunto de partes interligadas no qual existe, ou deveria existir, uma função. Arte, no meu entendimento, é o produto e também o seu processo gerador, em que qualquer tipo de conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades. Neste sentido, viver, conhecer e trabalhar já seria arte. Há quem fale que tudo na vida é arte, sendo mais fácil conceituar, então, o que seria o artista. Acredito que arte é, sim, qualquer processo e/ou produto do ser humano, mas feito com a intenção de busca do equilíbrio pensar-sentir do artista, gerando algum tipo de emoção no outro.

Assim, fazer um bom trabalho de gestão, por exemplo, já seria uma obra de arte. São dignos de aplausos os trabalhos de melhoria gerencial que empresas privadas e públicas empreendem em busca da evolução do cenário de negócios em que atuam. Alguns com teor de obra-prima: vide os verdadeiros milagres gerenciais pelos quais alguns governos estaduais no Brasil vêm passando. Mas, e se fôssemos além e buscássemos alguma forma de colocar na gestão esta arte em que, além da razão, houvesse um equilíbrio com os sentimentos das pessoas envolvidas? Pois bem, esta é a Gestão do Equilíbrio em que pessoas e resultados são tratados da mesma forma. E agora, será que podemos dizer que existem muitas obras-primas de gestão difundidas no mercado?

Intitulo este artigo usando o neologismo Marteking, onde brinco com o famoso marketing –mercado em movimento– e a abordada Arte. No Marteking, mais do que os famosos quatro Ps (Produto, Preço, Praça e Promoção), conceitos como experiência, emoção, sentimento e recordação são pilares fundamentais. E valendo-se do equilíbrio defendido acima, proponho o próprio modelo racional dos 4 Ps para enquadrarmos os aspectos subjetivos da arte. Sendo assim, Produto vai além do conteúdo: é também o design e a experiência proporcionada pela sua utilização, impactando os cinco sentidos do usuário. Preço por sua vez, pode ser chamado de investimento, ou mesmo ticket de entrada, afinal produto-arte tem ares de espetáculo. Praça é Palco: mais do que um canal de vendas, é comodidade e conforto para o cliente. É fato: um bom espetáculo pode ser minado por um auditório com problemas de acesso e acomodação dos espectadores. E, finalmente, a Promoção. Aqui temos grande sinergia com a Arte. Afinal, existe seara mais fértil do que o mundo da propaganda, da publicidade, das relações públicas e do marketing direto para fazer arte? Recentemente, em uma sala de reuniões da alta administração de uma grande empresa, vi quadros feitos com pedaços de fotografias dos seus produtos, e rasgados! Primeiramente, um susto: seria aquilo anti-marketing? Mas, deixando a razão de lado, o lado direito do cérebro logo percebeu um mosaico bastante criativo, motivo pelo qual tive a idéia de escrever este artigo.

Sabemos que o foco do marketing deve estar nas expectativas dos clientes. Sam Walton, fundador do Wal Mart, certa vez afirmou que clientes podem demitir todos de uma organização, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando o seu dinheiro em outro lugar. A decisão dos clientes, por sua vez, é baseada cada vez mais em relação ao valor, diferença entre benefícios e custos. E os mesmos possuem aspectos cada vez mais subjetivos, como o benefício de imagem pessoal no uso do produto, e os custos psíquicos, como o impacto sócio-ambiental, por exemplo. É nesses aspectos subjetivos que a arte aumenta essa relação entre benefício e custo, indo além de aspectos funcionais do produto, promovendo prazeres sensoriais, sociais, psicológicos e até mesmo ideológicos.

As pessoas falam o que elas pensam, mas fazem o que elas sentem. Na decisão por produtos, não poderia ser diferente. Quando as empresas usarem menos as pesquisas demográficas e passarem a prestar mais atenção nos sentimentos das pessoas reais, do dia-a-dia, grandes avanços de inovação e rentabilidade do negócio podem ser alcançados. Por isso, defendo a importância da valorização da experiência nos negócios, pois o resultado final de uma experiência de serviço total é um sentimento, e é ele que move as pessoas, não a razão. E o mundo das artes está aí cheio de opções para apoiar tomadores de decisão a tocar mais o coração dos “espectadores do seu negócio”. Um exemplo claro disto é o iPod, que tem “genéricos” que custam bem menos, mas detém 70% de market share no mundo e 90% nos EUA. Isso mostra que há uma relação quase sentimental entre os usuários e o aparelho.

Bem, independentemente do setor de atuação, convido o leitor a buscar reconhecer um quê de arte no seu trabalho. Sim, isto é possível, e ouso dizer que todos nós temos um artista criativo internamente querendo expor seus conhecimentos e conflitos. Experimente um pouco, de leve, e você pode se surpreender. Saúde e sucesso, hoje e sempre!

Por: André Dametto

André Dametto atua como Professor, Coach e Consultor de Empresas www.andredametto.com.br

10 de fevereiro de 2010

Consumidor está mais confiante do que nunca em 2010


Este ano o consumidor está mais confiante do que nunca. O Índice Nacional de Confiança ACSP/IPSOS janeiro em 2010 registrou 149 pontos em média contabilizando todas as regiões do país. O número supera os 146 atingidos em dezembro de 2009, e mais ainda os 145 pontos em dezembro de 2008.

A região Norte e Centro-Oeste é a mais otimista, chegando a 164 pontos. Em segundo está a região Sul, com 160, e a Sudeste aparece em terceiro com 151. Em último está a região Nordeste com 133 pontos, mas ganhou 11 pontos em relação a dezembro. Entre as classes sociais, a que está mais otimista continua sendo a C, já que saiu de 156 pontos para 161 no primeiro mês de 2010. Em segundo está a A/B, que caiu de 142 para 141, e depois a D/E, que subiu 3 pontos e chegou a 139.

Com relação ao emprego, o trabalhador brasileiro está mais seguro em 2010. Em Janeiro, o percentual de confiança no emprego é de 41%, contra 39% em dezembro. Sobre as chances de perder o emprego nos próximos seis meses, os entrevistados estão menos confiantes já que o índice caiu de 39% para 36% em janeiro.

Por Thiago Terra

O processo de entender e criar valor para nossos clientes




Considerando os novos tempos no relacionamento empresa x cliente, a estratégia de segmentar e selecionar qual o mercado-alvo deve ser o foco da empresa é quase um imperativo para empresas que desejam ser bem-sucedidas em seu ramo de atuação. Segmentar nos ajuda a entender melhor as necessidades e anseios de cada perfil de cliente, a forma (linha de comunicação/ canal) de abordagem de cada cluster, a ajustar benefícios, vantagens e descontos de acordo com cada perfil. Selecionar onde (quais segmentos/ mercado-alvo) atuar, por sua vez, é fundamental para que a empresa possa priorizar esforços de seu pessoal, verba de marketing, desenvolvimento de produtos, no esforço de conquistar definitivamente esse cliente – não como venda, como se estivesse oferecendo um produto de prateleira, e sim, através do encantamento.

O esforço de marketing não pode ser mais ser visto como uma conseqüência de produto. Não existe mais espaço também para que a área de marketing seja encarada simplesmente como uma área de apoio na estratégia de vendas da Cia, como se vender fosse o mais importante a qualquer preço, sem se preocupar com a relevância do que esta sendo vendido ao cliente e, consequentemente, com o impacto que essa “má venda” terá na fidelização deste cliente. Neste cenário, a empresa perde também oportunidades de trabalhar todo o ciclo de vida do cliente.

Cliente insatisfeito com o produto “empurrado” com certeza não será alvo fácil de uma estratégia de cross-sell, up-sell, etc, algo desejável para que se tenha uma carteira rentável, clientes satisfeitos e fiéis com a Cia. Por sua vez, de nada adianta entender as necessidades de nosso cliente se não nos dedicamos a criar valor para este. Uma vez identificada suas necessidades e anseios, estamos ajustando features do produto para atender? Estamos respeitando os canais de relacionamento que cada perfil/ target julga ser o mais adequado ou ignoramos essa importante informação, tratando todos de forma massificada?

A aplicação correta e eficaz da estratégia segmentação/ seleção/ geração de valor, implica em uma série de dificuldades que abaixo tento expor de forma resumida:

1. Disponibilidade das informações necessárias
Entender e segmentar a base de clientes implica em conhecer um pouco mais sobre esse cliente. A gama de informações necessária para um trabalho eficiente nesse sentido envolve dados geográficos (região, CEP, etc.), demográficos (sexo, idade, estado civil, etc.), atitudinais e de relacionamento com o produto/ empresa (uso, percepção de marca, benefícios valorizados, etc.), entre outros. Na maioria das vezes essas informações, quando disponíveis, encontram-se desorganizadas e em diferentes sistemas da empresa como database marketing, MIS, sistema de pesquisas, BI, etc...

2. Conhecimento técnico
Todo processo de segmentação, seleção do mercado-alvo e geração de valor ao cliente exige formações específicas e ao mesmo tempo complementares – “computólogos” por diversas vezes necessitam se envolver para o tratamento e formatação adequada das diversas bases de dados, estatísticos, por sua vez, ficam com a árdua tarefa de transformar essa gama de informações em conhecimento e tentar identificar os diferentes nichos de mercado que façam sentido ao negócio da empresa, respeitando a homogeinidade dentro da heterogeinidade da base de clientes da empresa.

Estes necessitam também transformar o seu trabalho em algo “paleatável” e inteligível pelas demais áreas da organização, e devem se preocupar em especial com o repasse didático dessas descobertas em relação a base para os “marqueteiros” – que ficam com a responsabilidade de trabalhar na seleção de targets/ segmentos-alvo adequado para a organização “atingir” e delinear a forma de abordagem, customizações de benefícios, formas e canais de atendimento, linha de comunicação para esses segmentos, gerando valor e formatando uma estratégia de fidelização/ encantamento que potencializar no médio-longo prazo a rentabilidade desses clientes.

3. Alinhamento Político
Geralmente, o trabalho de gerar valor para esses clientes passa pelo convencimento de diversas áreas da organização: a equipe de produtos precisa concordar com a adequação de benefícios/ vantagens que são valorizadas por esses clientes, o pessoal de canais muitas vezes precisa ajustar prioridades/ navegação seja no telemarketing, seja no ambiente web para atender aos anseios do target, o pessoal do financeiro (e de vendas) muitas vezes tem que “abrir mão” de uma forma antiga de pensar, de vender a qualquer preço, focando no faturamento a curto prazo, etc, sem contar com uma certa birra que começa a surgir nas organizações dentro da própria área de marketing: equipes de publicidade x equipes de CRM. Aqui, vale um item especifico.

4. A manutenção de mensagens únicas na construção da marca (função básica da publicidade) x comunicações segmentadas e conteúdo relevante a cada target (CRM):
Esse desafio atual das áreas de marketing de qualquer organização implica em uma série de questões:
1. Equipes de CRM e Publicidade possuem formações distintas e, no geral, crenças diferentes.

2. O mundo atual (o mundo da convergência das mídias) frente ao que está acostumada a propaganda tradicional (99% TV e 100% exposição) é um pouco complexo. Já para aqueles que acreditam plenamente na eficácia do CRM, o uso de canais digitais e dirigidos como internet e móbile e a busca constante pelo engajamento cliente/ empresa, na construção em conjunto da comunicação, parece ser o único caminho possível. Um mundo em que palavras como interatividade, conectividade, mobilidade e participação são imperativas.

3. O desafio é fazer com que essas áreas conversem e pensem juntas em “como passar uma mensagem única ao cliente”, segmentando o discurso, mas sem perder a unicidade/ valores da mensagem institucional e entendam o papel (garantido) que cada uma tem para a organização moderna.

Por Fabricio Saad

5 de fevereiro de 2010

Definição de Marketing de Guerrilha

Profissional de Marketing Dinossauro




Atitudes e ações repetitivas e ultrapassadas na direção da empresa precisam mudar


Acordo todos os dias verificando o relógio e olhando para a janela. Que dia é hoje? Estou em contagem regressiva para o fim do período Cretáceo. Para quem não se lembra, essa época da nossa história era dominada pelos dinossauros. O fim deste período é determinado justamente pela extinção destes animais primitivos, com a entrada da Era Glacial. O meteoro que causou a transformação na terra já caiu de novo por aqui, com as revoluções provocadas pela geração Y, pela internet e pela economia, mas os dinossauros teimam em sobreviver.

Esses dinossauros são os executivos de Marketing ultrapassados que estão comandando muitas das empresas no Brasil. São os que se lambuzam no farto banquete da publicidade, dos BVs. Os que ignoram o mundo digital. Os que dão as costas para a mudança do consumidor. Os que ainda desenvolvem produtos sem olhar para as tendências e fazer pesquisas. Estão pouco se importando com métricas, com o retorno sobre o investimento e com os clientes. Estão apenas preocupados com os acionistas, mas esquecem quem realmente paga o seu salário.

O que me deixa feliz é que, mais dia, menos dias, os dinossauros serão varridos da face da terra, assim como aconteceu há centenas de milhares de anos. O grande problema é que ainda nascem alguns babyssauros. E eles são extremamente nocivos, não apenas ao Marketing, mas a si próprios, pois eles habitarão um mundo que não existe mais. Resta aos jovens profissionais de Marketing inaugurarem uma nova era. Muitos já estão nela. Mas ainda vejo outros tantos fora.

Geração Z
Fazer Marketing hoje é muito mais fácil e mais complexo. Ao mesmo tempo em que temos uma infinidade de ferramentas e facilidades que não existiam há 20, 30, 40 anos, a engenharia para se conceber um produto se tornou improvável, imponderável. O operacional é feito com um simples toque no mouse, mas o estratégico precisa de muitas cabeças que pensem fora da era jurássica.

Vivemos em uma época em que é fácil ficar ultrapassado. Nenhuma empresa hoje é capaz de monitorar todas as tendências que nos cercam. É nossa obrigação, no entanto, fazer o máximo para promover novas tendências. Inovar. Ficar olhando o que o concorrente está fazendo há muito tempo deixou de ser uma estratégia inteligente. É como esperar o meteoro cair na sua cabeça de novo.

Os novos tempos requerem novos profissionais. Novas atitudes. A geração Y já está tomando o seu lugar na janela do avião. Eles mudaram tudo e ainda transformarão muitas coisas. E vem aí a geração Z. É aquela pessoa que quando vê você olhando para o nada, desligado, no famoso mundo da lua, pergunta se está offline. E, se você responde que sim, ela diz que também não está conectando muito bem.

31 de janeiro de 2010

2010: O ano em que faremos contato

Na área de tecnologia de varejo, 2009 foi um ano marcado por transformações notáveis, quebra de vários recordes e consolidação de tendências que surgiram no início da década. Apesar da crise financeira dos EUA e Europa, a sofisticação tecnológica do comércio não mostrou sinais de desaceleração. Várias tendências se fortaleceram ao longo do ano: maior interatividade com os consumidores; maior personalização de produtos e serviços; a explosão de produtos e lojas de nicho; a adoção generalizada de sistemas que agilizam as compras; um foco maior no consumo consciente e sócio-ambientalmente responsável. Com o final da depressão nos mercados mais ricos, tudo indica que essas tendências devem se fortalecer em 2010 no mundo todo.
A explosão de equipamentos móveis como palmtops e celulares de terceira geração (os chamados “smartphones”, como o iPhone da Apple e seus concorrentes) abriu caminho para uma revolução ainda maior no varejo. Esses aparelhos estão dissolvendo as barreiras entre as lojas físicas e virtuais, porque permitem a mobilidade do consumidor entre os dois universos. Um consumidor pode, por exemplo, entrar em uma loja tradicional em busca de um produto, e diante de uma oferta pouco atraente pode checar em tempo real outros preços e promoções referentes ao mesmo item. É hoje possível que o consumidor realize a compra em um concorrente usando o celular, enquanto ainda está dentro do espaço da loja.
Outra tendência que deve crescer enormemente nos próximos anos é o consumo com responsabilidade social e ambiental. Grandes redes como Walmart e Pão de Açúcar já perceberam essa corrente, e anunciaram iniciativas de consumo sustentável, que podem afetar toda a cadeia de produção e distribuição. Reduzir as emissões de carbono, o consumo de energia e de água são algumas metas dessas empresas. Além das grandes redes, um grande número de redes médias está implementando programas de economia de energia (com uso ostensivo de painéis solares e moinhos de vento) reuso de água, economia de recursos e venda de produtos orgânicos e com certificados ambientais.
Outro fator com grande possibilidade de crescimento é a integração entre varejista e consumidor. As redes de relacionamento online criaram um canal de colaboração entre fabricantes, comerciantes e consumidores. Nos últimos anos, várias empresas decidiram consultar primeiro os consumidores antes de lançar um novo produto, mudar o layout da loja ou oferecer promoções. Essa relação mais democrática aumenta a confiança do consumidor, que passa a se sentir como participante das ações da empresa.

Se for para atender gente, tem que gostar de gente

“Marketing de Relacionamento significa criar, manter e acentuar sólidos relacionamentos com os clientes. (...) Cada vez mais, o Marketing de Relacionamento vem transferindo o foco das transações individuais para a construção de relacionamentos. (...) Sua meta é oferecer valor de longo prazo para o cliente, dando-lhe satisfação também de longo prazo”. - Merlin Stone – Kotler e Armstrong

Esse contato permanente, essa atenção dispensada ao cliente, é o que chamamos de relacionamento. Em outras palavras, a essência do Marketing de Relacionamento está em focar o cliente, que deve ser sempre o centro das atenções.

O atendimento é o caminho que leva a um relacionamento duradouro, à fidelização do cliente. Mesmo que o produto não satisfaça plenamente o cliente, este permanece na empresa.

Passar credibilidade, empatizar, respeitar, ouvir e dar atenção é o desejável para a “linha de frente” de seu negócio e nesse contexto, acontece mais ou menos assim:

1. Identificamos o cliente;
2. Passamos a conhecê-lo;
3. Mantemos contato com ele;
4.Tentamos nos assegurar de que ele está obtendo aquilo que quer, não só em termos do produto, mas em todos os aspectos do relacionamento cliente / empresa.
5. Verificamos se ele está obtendo o que lhe foi prometido, desde que isso também seja vantajoso para a empresa.

Só que a coisa não é tão simples como aparenta ser nos manuais de CRM - ou nos ”mágicos” livros que elevam as pessoas ao nível de pitbull das vendas -, porque tem um fator preponderante nesse processo chamado SER HUMANO. Ou você vende alguma coisa com tanta exclusividade a ponto de dispensar o atendimento, ou seleciona gente que ADORA atender gente.

As pessoas que gostam de pessoas são reconhecidas até pelo brilho no olhar quando estão atendendo; conseguem assimilar as melhores práticas de atendimento sem treinamento algum porque é da sua natureza.

Todos nós temos ao menos um caso de bom atendimento para contar. Aquele garçom acima da média que você fez questão de dar uma gorjeta maior, aquele vendedor atencioso quando você foi trocar de carro, aquele funcionário do banco onde mantém seus negócios que te presta uma ótima consultoria financeira. Enfim, pessoas que nasceram predestinadas para atender seus semelhantes.

Não perca seu tempo contratando pessoas erradas para funções nobres como o atendimento. Não perca seu tempo treinando pessoas sem vocação para o relacionamento com seus clientes. Reorganize seu quadro de pessoal, se puder, colocando as peças certas nos lugares certos sobre o tabuleiro.

Até o peão tem uma função nobre no jogo estratégico do xadrez, mas de nada valeria na posição da torre.

Pense nisso!

Dica de leitura


Baseado em um quadro conceitual de valor e relacionamento com o cliente, este livro discute temas como construção e gerenciamento de marcas fortes e criadoras de valor, administração do retorno das ações para capturar valor em troca, domínio de novas tecnologias de marketing e marketing socialmente responsável.

2 de janeiro de 2010

É hora de limpar as gavetas



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Nada melhor que aproveitar os dias iniciais do ano para dar uma geral em nossas gavetas, jogar fora tudo aquilo que não serve pra mais nada.
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Acho que isso acontece com todos nós, muito papel entulhado, contas que há anos já foram pagas, cartas de um amor que ficou pra traz, canetas que não escrevem mais, agendas antigas que muitas vezes tem coisas que quando abrimos nos trazem lembranças ruins, ou até mesmo boas mais que de alguma forma não servem pra nada.
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Chegou a hora de limpar as gavetas, sabe aquela roupa que a mais de um ano não usa mais, faça uma caridade, faça o bem para o próximo e para seu coração, doe.
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É hora de limpar as gavetas, e retirar de sua vida o lixo que não te pertence. Aproveite para dar uma geral também em seu coração e na sua mente, jogar fora tudo aquilo que não agrega nada em sua vida, muito pelo contrario só atrapalha, a mudança de ano pode representar de fato uma virada em nossas vidas, é uma oportunidade que temos de tirar de nós algo que nós faz sofrer, é uma boa hora de refletir e agir, perdoar a quem nós ofendemos, muitos ficam esperando a vida toda para perdoar alguém que o magoou, enquanto o outro já esqueceu você fica a vida toda com o rancor no coração enquanto o outro nem lembra mais disso, o único prejudicado é você que fica remoendo algo passado e não perdoado, portanto é hora de agir, perdoar significa agir, não existe perdão sem ação.
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Aproveite esta virada, para se aproximar de Deus, pois sem ele não somos ninguém, não importa sua crença, o que importa é que Deus existe e ele esta bem ai do seu lado e quer tocar sua vida e seu coração, deixa um espaço reservado para Deus em sua vida.
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Feliz 2010.
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André Morais

RECEITA DE ANO NOVO


Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz


Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido)


Para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras
Mas novo nas sementinhas do vir-a-ser
Novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior)


Novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
Mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha


Você não precisa beber champanhe, ou qualquer outra birita

Não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta

Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas


Nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de Janeiro as coisas mudem
E seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações
Liberdade com cheiro e gosto de pão matinal
Direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver


Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome
Você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo
Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre


Carlos Drummond de Andrade